Individual
Marta Aurelia
Dados Pessoais
E-mail Público: martaurelia@gmail.com
Telefone Público: (85) 988182847
Descrição
BIOMarta Aurélia é atriz de teatro e cinema, performer, cantora, experimentadora, improvisadora e investigadora da voz, corpo e presença cênica. Jornalista, locutora e produtora radiofônica, trabalhou na emissora da Universidade Federal do Ceará, Rádio Universitária FM, onde colocou a voz a serviço da dramaturgia, do jornalismo, de programas musicais e de poesia, além de spots institucionais e comerciais, por 30 anos. Fez graduação em Comunicação Social-jornalismo e Especialização em Teorias da Comunicação e da Imagem (UFC). Nos anos 1980, deparou-se na discoteca desta emissora com discos de Meredith Monk e Laurie Anderson, entre outros artistas, que a despertaram para a possibilidade de usar a voz de outros modos e para adentrar esferas mais criativas da arte. Logo em seguida, fez narrações para programas de rádio através do ‘radiofeature’, técnica que explora as fronteiras entre arte e jornalismo, como resultado de curso ministrado por Helmut Kopetzki, grande profissional, expoente e professor de feature radiofônico pelo mundo. Criou, produziu e apresentou Por Uma Cultura de Paz (1997-2012), programa que pretendia ser um espaço de escuta e alinhamento entre arte, comunicação e saúde integral e ecológica.
Como integrante do Coral da UFC, conduzido por Izaíra Silvino, conheceu algumas figuras que estavam a serviço de pensamento e prática musical além-fronteiras, como Marcos Leite, regente do coral Garganta Profunda; o tenor alemão Theophil Maier, com quem explorou o corpo e a voz através de memórias ancestrais e animais; o musicólogo brasileiro de origem alemã Hans-Joachin Koellreultter, com sua "estética do impreciso e do paradoxal", entre outros referenciais importantes que colaboraram para dar uma liga na tríade performance/improvisação/arte experimental como uma veia fundamental na formação artística de M.A. Nessa perspectiva, o teatro também teve papel fundamental ao lado das experimentações de Artur Guedes e do Grupo Raça e em diversas ocasiões em que a artista esteve em contato com o método de trabalho do Theatre du Soleil e de Ariane Monouchkine, a improvisação sem máscaras e com máscaras do teatro de Bali e da commedia dell’arte, através de oficinas com os atores Georges Bigot e Maurice Durozier, em 1988, nas cidades de Fortaleza, Crato e Salvador, e, anos mais tarde, ao tornar-se colaboradora de Durozier, assessorando-o em oficinas realizadas em diversos estados brasileiros e também em Assunção/Paraguai.
No campo específico da voz/corpo, Marta Aurélia estudou e praticou com diversos mestres e mestras e nas últimas décadas vem trazendo a perspectiva da ancestralidade para dentro de suas investigações, criações e práticas vocais, principalmente através da inserção de canções indígenas em seus repertórios musicais e na exploração de vocalidades intuitivas, através de exercícios técnicos e dramatúrgicos com base nos fundamentos da arqueologia da voz em leituras e aulas com Francesca Della Monica, nas técnicas de educação somática que vem praticando desde 2008 e na formação em Somatic Experiencing através da Associação Brasileira do Trauma-ABT. Criou e conduziu a Residência Lavoz no Theatro José de Alencar (2013), criou a performance Guttur em parceria com o músico Ayrton Pessoa (TAC-Dragão do Mar, TJA, ICA UFC e Bienal de Dança do Ceará); Performou Meditvox (oficina de voz com base em meditação e S.E.) na Sala 109 no evento on line Mini-Micro-Pocket-Webinário Ars Curandi... performance, cuidado de si, cuidado do outro; ministrou a oficina Meditvox na Vila das Artes, como contrapartida ao projeto Tectônica (Edital das Artes/Secultfor) e como ação do projeto Mina, da Aterra Flecha, na Casa Sônica (2024). Lançou o álbum experimental ACESA (2018) a partir de suas investigações com a voz e de textos autorais; criou o Noise Experimental com Thais de Campos e Amrita Jones/Vivi Rocha; integrou projetos de artistas experimentais e sonoros Uirá dos Reis, Eduardo Escarpinelli, Sila Crvz, Eric Barbosa e Clau Aniz. Lançou o EP Tectônica com canções e voz experimental, obra-reflexão sobre os abalos do mundo contemporâneo.
A atuação exploratória de Marta com a voz tem aberto novas perspectivas de parcerias em projetos que operam na encruzilhada das artes do som e da imagem, como é o caso do projeto Mina, do coletivo de mulheres Aterra Flecha, para o qual criou e gravou o experimento RM Vocal, a voz inspirada em sons de máquina de ressonância magnética do crânio. Nessa esteira, durante a pandemia, participou de Correspondências para o mundo que não acabou, da coletiva Caratapa Filmes; do projeto Como permanecemos vivas¿, de Aury Porto e Claudia Barral, exibido no Itaú Cultural. Pós-pandemia, criou a peça vocal do projeto Tríptica, de Ana Luiza Rios, para o MIS-Ceará; integrou as bandas que executaram as trilhas ao vivo do longametragem A Paixão de Joana D’Arc, de Carl Theodor Dreyer e diversos curtasmetragens da cineasta francesa Alice Guy, exibidos no cinema do Dragão do Mar; foi uma das criadoras da trilha musical e sonora dos filmes Resumo da Ópera, de Honório Félix e Breno de Lacerda/Teatro Máquina/No Barraco da Constância Tem! e Amores Paraguaios, de Janaina Marques; além de ter dublado e criado vozes para o filme de animação – em fase de produção - Olhos de Caranguejo, de Janaina Marques e Pablo Arellano.
Concomitantemente a essas atividades, tem estado frequentemente em sets de cinema como atriz, e só para citar alguns: segunda temporada da série Cangaço Novo, (Amazon/Prime Video); O Melhor Amigo (Deberton Filmes) e Centro Ilusão (Marrevolto Filmes), Circuito (prêmio de melhor atriz em festivais no RS e PE) e muitos outros. 2025 começa com os sets da série Caminho de Volta, direção de Petrus Cariri e Arthur Leite e do curta O Vegetariano, de Wylliana Nascimento, enquanto se prepara para lançar o vídeo de Tectônica, seu trabalho musical mais recente, com direção de Pedro Diógenes e produção de Caroline Louise/Marrevolto Filmes.
Álbuns:
Síntese (1999) - soundcloud
Acesa (2018) - todas as plataformas digitais
Tectônica (2022) - EP em todas as plataformas
Outros álbuns:
No Ceará é Assim (Secult Ceará) - faixa Nova Ilusão
Rolimã (de Flávio Paiva) - faixa Baião na Manchete
LP de Acauã - faixa Flor Sertaneja
Mais:
A estética da dor lancinante – artigo do jornalista, compositor e escritor Flávio Paiva sobre Guttur/Acesa.
https://mais.opovo.com.br/jornal/colunas/flaviopaiva/2017/05/a-estetica-da-dor-lancinante.html
Marta Aurélia é atriz, performer, cantora, compositora, experimentadora. Seu corpo e sua voz são canais primordiais de sua presença e movência em arte e comunicação, com ênfase nas artes performativas, teatro, cinema, música, experimentações, arte improvisacional.
Homenageada no 31 Cine Ceará com o Troféu Eusélio Oliveira, Marta Aurélia foi premiada nos festivais de cinema de Brasília e de Cuiabá como intérprete da Beata Maria de Araújo no filme Milagre em Juazeiro, de Wolney Oliveira. A artista somou outras indicações e prêmios em teatro, cinema e música. No rádio, obteve a premiação principal do concurso Mulher e Paz do Terceiro Milênio, da Rede de Mulheres do Rádio, com uma edição especial do programa Por Uma Cultura de Paz, que criou, apresentou e produziu na Rádio Universitária FM (UFC).
No campo musical, destacam-se os discos Síntese (1999-Lei de Incentivo à Cultura), Acesa (2018), Tectônica (2022); os espetáculos Acústica e Movente (2010-Prêmio Mecenas), Plugada e Solvente (2011), Una voz venida del Mar (2013), Vagabunda (2014), Vagabunda Flor (2014-Edital Porto Iracema das Artes), ATSÁ (2021) e Tectônica (2022- ). Colabora com ações de outros artistas e grupos em várias linguagens, com ênfase para o cinema e as artes sonoras e experimentais. Recentemente contribuiu com projetos do Grupo Bagaceira de Teatro, Eric Barbosa, Sila Crvz, Banda Dronedeus, Uirá dos Reis, Ana Luiza Rios, No Barraco da Constância Tem, Teatro Máquina, entre outres. Durante suas investigações acerca da relação entre corpo, voz e presença cênica, criou a performance e a oficina Guttur, em parceria com Ayrton Pessoa, que apresentou na Temporada de Arte Cearense do Centro Dragão do Mar, Na Bienal de Dança do Ceará e no Theatro José de Alencar.
Desde o final de 2017 realiza a residência itinerante Casa D’Aurélia, projeto que, tendo atravessado a pandemia da Covid 19 e sofrido com suas turbulências, não a impediu de atuar intensa e diversamente no mundo virtual, realizando e participando de lives, entrevistas, eventos, cursos e produzindo artes várias. Como exemplo: ATSÁ - performance exibida no Palco Virtual do Itaú Cultural como parte do projeto Travessias-Como permanecemos vivas? de Aury Porto e Claudia Barral; PRESENTE, parte da exposição virtual Correspondências para o mundo que não acabou, a convite da Caratapa Filmes; Circuito, Do Lado de Dentro, Resumo da Ópera e Palimpsesto, filmes nos quais atuou, entre lockdowns, como atriz protagonista, compositora experimental/performer e atriz coadjuvante, respectivamente; Tectônica – EP lançado nas plataformas digitais e shows no CCBNB, Festival Travessia/Estação das Artes e Festival Barulhinho Delas.
O hiperfoco garantido pelo forçado recolhimento do período pandêmico, levou-a a criar novos projetos que estão em andamento, como MEDITVOX, pesquisa vocal e espiritual, e A MULHER DESENTERRADA, pesquisa autobiográfica com foco em sua ancestralidade. Ano passado, participou da primeira edição do Festival Samburá, no Pecém, como cerimonialista do evento e facilitadora de oficina para novos apresentadores. Este ano, voltou ao festival como apresentadora e facilitadora de oficina de interpretação para cinema e televisão. Também foi cerimonialista do 17 FORRAINBOW-Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero, ao lado de Deydianne Piaf.
Na Mostra Retrospectiva do Cinema do Dragão do Mar, performou trilha sonora ao vivo do filme A Paixão de Joana D’Arc (1928), de Carl Theodor Dreyer, ao lado de outros artistas da cena experimental, e, assinou a preparação de elenco da série AH, QUER SABER? da Gavulino Filmes, junto com a atriz Ana Luíza Rios, com quem já havia criado o projeto Imaginar Junto – Pulsões de Presença na Cena de Cinema, realizado em formato oficina para estudantes de cinema da Universidade de Fortaleza-Unifor e da Vila das Artes. Acaba de filmar como atriz nos longas Centro Ilusão, de Pedro Diógenes/Marrevolto Filmes e O Melhor Amigo, de Allan Deberton/Deberton Filmes, e acompanha a trajetória como protagonista do do recém lançado Circuito em festivais, prepara-se para protagonizar o filme universitário Coração Vazio (UFC) e organiza a fase pública da Casa D’Aurélia, além da gravação do show Tectônica (Edital das Artes da Secultfor).
Graduada em Comunicação Social/jornalismo e Especialista em Teorias da Comunicação e da Imagem (UFC), Marta Aurélia foi locutora e produtora de programas jornalísticos e musicais na Rádio Universitária FM por 30 anos, como servidora da Universidade Federal do Ceará. Atualmente, faz a formação terapêutica Somatic Experiencing como mais um recurso que estrutura bases para suas experiências humana e multiartística.
Mais informações:
https://mapacultural.secult.ce.gov.br/agente/6557/
Contatos:
(85)988182847 (whatsapp) - martaurelia@gmail.com / @martaurelia (instagram)
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